Você já deve estar familiarizado com o novo protocolo de internet IPV6, não é mesmo? Mas entende exatamente o porque dele ter surgido? Para esclarecer alguns pontos importantes a respeito do tema, continue lendo este artigo e confira tudo sobre o assunto, inclusive, a diferença entre IPV4 e IPV6. O que é IP? Diferença entre IPV4 e IPV6 Como a nova versão influencia os provedores O que é IP? Antes de falar sobre a diferença entre IPV4 e IPV6, é necessário entender exatamente o que significa a sigla IP. Trata-se de Internet Protocol, o que é traduzido como Protocolo de Internet, isto é, o endereço na rede, sendo que esse dado é essencial para que as conexões sejam estabelecidas. Além disso, o IP é responsável por identificar cada um dos dispositivos conectados à rede, independente de ser um computador, tablet, smartphone ou outro. Assim, todos os dispositivos que se conectam à internet contam com um endereço IP, possibilitando que informações sejam enviadas entre eles. Diferença entre IPV4 e IPV6 Desde que a internet existe, o protocolo é o IPV4, que quer dizer Internet Protocol version 4. Ou seja, Protocolo de Internet versão 4, sendo que possui endereços no padrão 32 bits e consegue sustentar mais de 4 bilhões de combinações de endereços IP em todo o mundo. Porém, com o aumento de usuários da internet e com o crescimento de dispositivos que podem se conectar a ela, cada vez mais, o IPV4 está se tornando incapaz de atender a demanda global. Além disso, está deixando a desejar em termos de segurança. Nesse contexto, surge o IPV6, que é uma versão mais avançada. A principal diferença está no padrão dos seus endereços, que é de 128 bits. Com isso, a nova versão consegue suportar em torno de 340 undecilhões de endereços. Mais uma diferença, que também é outro benefício da nova versão, é o fato do IPV6 simplificar as atribuições de endereços e contar com recursos extras de segurança de rede. Destaca-se ainda a Qualidade de Serviço (QoS) incorporada e a possibilidade de transmitir um pacote para múltiplos destinos em uma só operação. Como a nova versão influencia os provedores É importante saber que o IPV6 foi proposto em 1998, o que significa que há 20 anos a migração para a nova versão está em andamento. Porém, a passos lentos, pois para fazer a adaptação é preciso que o software e os roteadores sejam trocados. Só dessa forma é possível suportar o avanço da rede, o que exige ainda dinheiro e tempo. Isso quer dizer que ambos os protocolos existem e são usados, sendo que aos poucos o IPV6 está substituindo o IPV4. Portanto, os provedores de internet que operam com o IPV4 não precisam se preocupar. De todo o modo, é necessário estar atento na hora de comprar novos equipamentos. O melhor é optar por aqueles que já suportam a nova versão, mesmo que ainda não seja a feita a migração. Equipamentos, peças e todos os componentes para o seu provedor de internet você encontra na 2 Flex Telecom. Para conferir a sua ampla variedade de produtos da mais alta qualidade, clique aqui (www.2flex.com.br).
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Fim do IPv4: LACNIC solicita aos provedores que acelerem migração para o IPv6
A LACNIC pede para que os provedores de Internet acelerem a implementação do IPv6 em suas redes, pois está próximo o Fim do IPV4. Desde 2005 a comunidade trabalha para a capacitar os provedores ao novo protocolo IPv6, e a partir de 2019, vem discutindo políticas públicas para favorecer a implementação e aproximar as entidades. Recentemente, a RIPE-NCC anunciou que seus espaços de endereços IPv4 já foram totalmente designados e faz agora uma chamada para acelerar a implementação do IPv6. De acordo com a LACNIC, na América Latina e Caribe a implementação do IPv6 é de 20%, percentual inferior ao nível de implementação global que hoje atinge 30%. Por isso a LACNIC alerta a importância de acelerar a implementação do IPv6 com mais urgência. Em fevereiro de 2017, as informações sobre o comportamento das redes foram analisadas e previsto o fim do IPv4(dos blocos) para metade de 2020. Portanto, corresponde aos vários atores envolvidos tomarem medidas efetivas para a implementação do IPv6. Mesmo que os operadores de redes e os que prestam serviços de acesso à Internet (ISP) desempenham um papel fundamental na implementação, outros atores, como as redes acadêmicas, escritórios governamentais e empresas em geral, também participam ativamente. LACNIC em 2017, 2018 e 2019 dedicou esforços para transmitir a relevância estratégica da implementação do IPv6, aproximando-se dos tomadores de decisões em operadores, reguladores, universidades e entidades governamentais responsáveis por políticas públicas do setor para favorecer o entendimento dessa implementação, e estamos convencidos de que será essencial manter esse diálogo com atores não técnicos nos próximos anos. Fonte: LACNIC